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Publicado em: 09/08/2018 - 16h46 Atualizado em: 10/08/2018 - 12h31

Exposição de artigos produzidos por reeducandas da Paraíba ocorre nesta sexta-feira (10) no STF

O trabalho de ressocialização é realizado por meio do projeto Castelo de Bonecas,  no  presídio Júlia Maranhão, com o apoio do TJPB
 

Os artigos produzidos pelas reeducandas do Presídio Feminino Júlia Maranhão, no Projeto Castelo de Bonecas, serão expostos em Brasília, nesta sexta-feira (10), dentro da programação da XII Jornada da Lei Maria da Penha, que acontece nesta quinta (9) e sexta-feira (10), na sede do Supremo Tribunal Federal (STF). O convite foi formulado pela presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Cármen Lúcia, por ofício endereçado ao presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Joás de Brito Pereira Filho. 

Na mostra, as bonecas conterão as logomarcas do Programa de combate à violência contra a mulher idealizado pelo Conselho Nacional de Justiça - ‘Justiça pela Paz em Casa’ e da Jornada. O Judiciário estadual será representado pela juíza Graziela Queiroga Gadelha de Sousa, uma das responsáveis pela Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência do TJPB.

O Castelo de Bonecas é um trabalho de ressocialização desenvolvido no Presídio Feminio Júlia Maranhão, em João Pessoa. Sob a coordenação da juíza auxiliar da Vara de Execução Penal (VEP) da Capital, Andréa Arcoverde Cavalcanti Vaz, a iniciativa consiste na produção de artigos artesanais feitos pelas reeducandas da Penitenciaria,  com ênfase para a confecçaão de bonecas de pano. Conta com o apoio do TJPB por meio de suporte financeiro disponibilizado pelo Juizado Especial Criminal da Capital (Jecrim), pelo 1ª Juizado Especial Misto de Mangabeira e pela Vara de Execução de Penas Alternativas (VEPA). 

Parte dos produtos confeccionados é destinada à doação para crianças carentes, outra parte é vendida nas exposições, no Presídio Júlia Maranhão, ou pelo Instagram: @castelodebonecasjuliamaranhao.

Evento -  A XII Jornada Lei Maria da Penha tem como objetivo demonstrar a importância, o impacto e a necessidade de capacitação de cada ator do sistema de justiça criminal, para a implementação das Diretrizes Nacionais para investigação, processo e julgamento de feminicídios; para a geração de dados precisos sobre esta forma de violência de gênero; e para a garantia de efetividade da proteção assegurada pela Lei nº 11.340/2005, denominada Lei Maria da Penha. 

O evento é voltado aos membros da magistratura estadual com atuação na área de violência doméstica e Tribunais do Júri, representantes das escolas estaduais de formação do Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e Polícias Civil e Militar. Representando o Tribunal de Justiça da Paraíba os juízes-coordenadores da Mulher em Situação de Violência Graziela Queiroga Gadelha de Sousa (titular da Comarca de Lucena) e Antônio Gonçalves Ribeiro Júnior (titular do Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca de Campina Grande). O juiz auxiliar da Presidência Marcial Henrique Ferraz da Cruz também participará da Jornada.

A solenidade de abertura da Jornada ocorreu nesta quinta (9), às 9h30. Foi apresentado o Painel “Por que feminicídio? A necessidade de adequação da atuação do sistema de justiça criminal à perspectiva de gênero nas mortes violentas de mulheres”. À tarde, das 14h às 19h, estão sendo realizadas Oficinas com o tema “Investigação, processo e julgamento com perspectiva de gênero de mortes violentas de mulheres”.

Nesta sexta (10), será aberta a exposição “Castelo de Bonecas”, às 9h, e, de 9h30, haverá a apresentação do Projeto Cadastrar Melhor – Etapa Lei Maria da Penha. Às 10h30, um Painel abordará as “Boas práticas para monitoramento dos casos de feminicídio”; às 13h30, terá o Painel sobre as “Boas práticas em prevenção de violências contra a mulher”; às 15h30 será realizada uma plenária para apresentação dos aprendizados das oficinas; e, às 16h30, a elaboração e aprovação da Carta da XII Jornada Lei Maria da Penha. 

Por Eloise Elane

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