Censo: CNJ vai atualizar perfil sociodemográfico e funcional da magistratura brasileira
Com o objetivo de atualizar informações sobre a magistratura brasileira, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizará uma nova edição do Censo do Poder Judiciário, pesquisa nacional destinada a traçar e atualizar o perfil sociodemográfico e funcional de magistradas e magistrados de todo o País.
Conduzido pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ), o levantamento dará continuidade à série histórica iniciada em 2013 e atualizada em 2023, complementando iniciativas como o estudo sobre o Perfil Sociodemográfico dos Magistrados Brasileiros, realizado em 2018.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, ministro Edson Fachin, ressaltou que conhecer a estrutura e o funcionamento dos tribunais exige, necessariamente, conhecer as pessoas que exercem a judicatura. Segundo ele, essas informações são fundamentais para a formulação de políticas judiciárias baseadas em evidências, o planejamento de ações de formação e aperfeiçoamento permanente, a promoção de políticas de diversidade e inclusão e a compreensão das transformações da carreira e da rotina da jurisdição.
O Poder Judiciário estadual tem contribuído com a realização do Censo do Poder Judiciário, com a participação de juízes(as) e desembargadores(as) na pesquisa. De acordo com o CNJ, o levantamento estatístico é realizado com garantia de sigilo metodológico, proteção da privacidade e segurança das informações fornecidas pelos participantes.
O questionário abordará aspectos como composição etária, regional, de gênero e étnico-racial, formação acadêmica, trajetória profissional, condições para o exercício da atividade judicial e perspectivas em relação ao futuro da magistratura. Os dados integrarão e complementarão outras ferramentas permanentes de diagnóstico institucional, como o relatório Justiça em Números.
A iniciativa permitirá ao Conselho Nacional de Justiça ampliar o conhecimento sobre o perfil da magistratura e utilizar essas informações para formular políticas judiciárias mais adequadas às necessidades identificadas. O levantamento também contribuirá para orientar ações de formação e aperfeiçoamento, fortalecer políticas de diversidade e inclusão, acompanhar as transformações da carreira e identificar, com maior precisão, os desafios enfrentados por magistradas e magistrados brasileiros.
Por: Lucas Aguiar (Estagiário) com informações do CNJ

