Memória Viva resgata trajetória de servidora que dedicou 46 anos ao Judiciário paraibano
Quarenta e seis anos de trabalho na Justiça paraibana renderam a Maria Lúcia da Silva Leite de Almeida, mais conhecida como Lucinha, muito mais do que uma longa trajetória profissional. Renderam histórias, amizades e memórias que agora fazem parte do projeto Memória Viva do Poder Judiciário Paraibano.
Técnica judiciária aposentada, Lucinha dedicou toda a carreira à Comarca de Sumé. Na entrevista, ela relembra os primeiros anos de trabalho, quando os cartórios ainda faziam parte da estrutura do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB). Com a separação das atividades, teve a oportunidade de escolher onde permanecer e decidiu continuar no Tribunal.
Entre as histórias compartilhadas, está um episódio que revela as dificuldades enfrentadas no exercício da função. Lucinha conta que chegou a realizar um júri à luz de velas, em uma época em que as condições de trabalho eram bem diferentes das atuais.
A trajetória profissional também foi marcada por desafios pessoais. Em alguns momentos, precisou deixar os filhos sozinhos em casa para cumprir as responsabilidades do trabalho. Sacrifícios que, segundo ela, fizeram parte de uma caminhada construída com dedicação ao Judiciário.
Aposentada neste ano, Lucinha encerra oficialmente a vida funcional, mas leva consigo as lembranças das pessoas que fizeram parte dessa história. Os amigos conquistados ao longo de mais de quatro décadas de trabalho ocupam um lugar especial em suas memórias.
A entrevista com Maria Lúcia da Silva Leite de Almeida é a mais recente do Memória Viva do Poder Judiciário Paraibano, projeto realizado em parceria pela Gerência de Comunicação (GECOM) e pela Comissão de Cultura e Memória do TJPB, com o objetivo de preservar e compartilhar histórias de pessoas que ajudaram a construir o Judiciário paraibano.
O episódio completo pode ser assistido no site do TJPB e no canal oficial do Tribunal no YouTube.
Por Ludmila Costa
Fotografia: Allan Pierre

