VEPA promove segundo encontro com reeducandos que cumprem penas alternativas
A maioria dos reeducandos teve suspensão condicional de processos
Cerca de setenta reeducandos, que cumprem penas alternativas, sob a supervisão da Vara de Penas Alternativas (VEPA), do Tribunal de Justiça da Paraíba, participaram na tarde desta segunda-feira (14) de um ciclo de palestras motivacionais e reflexivas, no auditório do Fórum Criminal da Capital. A maioria dos reeducandos é beneficiada com a suspensão condicional de seus processos.O evento, que teve como tema a “Conscientização e Fiscalização da Pena”, foi aberto pelo juiz José Geraldo Pontes, coordenador da VEPA. No auditório do 1º Tribunal do Júri, no Fórum Criminal Ministro Oswaldo Trigueiro de Albuquerque Mello.
Nesse segundo encontro, envolvendo reeducandos que cometeram crimes, na maioria, de embriaguez ao volante, a assistente social, Eudenize Ramalho, enfocou os direitos e os deveres de cada um dos envolvidos, levando um certo alento a todos quando ressaltou o valor que cada um tem na sociedade.
“É uma oportunidade de mudar de rumo e refletir para não voltar a reincidir no mesmo erro.Para isso, explicou Eudenize, é preciso repensar sobre hábitos, valores e, opções de vida nova, buscando o melhor caminho que é o de Deus.”, ressaltou.
Já a psicóloga Lauzari Ribeiro,em sua palestra, procurou conscientizar o grupo a refletir melhor sobre as atuais circunstâncias, de forma a viver e buscar sempre um mundo cada vez melhor. “Viver de forma frutífera e ter realização pessoal, vestindo a camisa de seus ideais e mostrar que, sem vontade não se chega a lugar nenhum”, argumentou.
Um dos aspectos enfocados durante a palestra da psicóloga foi a necessidade dos reeducandos de conhecerem melhor seus direitos e, com isso, aproveitar as oportunidades e as circunstâncias, com perspectivas de uma vida melhor de forma a alcançar sua realização pessoal.
“A ideia é mostrar que sem ideais não chegamos a lugar nenhum. Para isso é precisos saber quem somos e o que devemos saber para ter auto-realização pessoal. Para isso é preciso que eles sonhem, desejem e persigam seus objetivos.,” ressaltou a psicóloga.
Para o juiz José Geraldo Pontes, os encontros estão sendo importantes, e muito proveitosos, especialmente porque, segundo o magistrado, a proposta é reeducá-los pelos fatos criminosos que cometeram, e o que é mais importante, orientá-los para que não venham a descumprir as condições impostas pelo juiz processante. O magistrado explicou que, caso haja o descumprimento, o benefício é revogado e o processo volta a vara de origem .
Na ocasião os participantes foram orientados, também, com relação a frequência e certidões para emprego e concurso. “Estamos orientando para a vida, através da equipe de psicólogo e assistente social”, acrescentou o juiz.
José Geraldo Pontes explicou, também, que os reeducandos, na maioria, responde por crimes de embriaguez ao volante e outros delitos de pequeno potencial ofensivo, como porte ilegal de arma, crimes contra a vida, de ameça, resistência a prisão, desacato, entre outros, os chamados crimes de “bagatela”. “Após o período de prova, é extinta a punibilidade e nada ficará registrado contra seus antecedentes”, concluiu.
Por Clélia Toscano




