Acusado de homicídio duplamente qualificado é ouvido em videoconferência pelo 1º Tribunal do Juri da Capital
O apenado é acusado de, juntamente com Hermenegildo Neves dos Santos - já interrogado - , ter desferido vários disparos de arma de fogo contra Luciano da Silva, quando o mesmo saia de um bar, após bebedeira, tendo morte imediata. O crime aconteceu no dia 27 de março de 2009, às 22h30, na rua Salustiano Ribeiro, no bairro de Tambauzinho, em João Pessoa.
Já Hermenegildo é acusado, também, de envolvimento em grupo de extermínio, durante operação “Squadre”, realizada pela Policia Federal, em João Pessoa. Por esse crime ele será ouvido na próxima quinta-feira(25), na 7ª Vara Criminal.
Os dois são acusados de crime de homicídio duplamente qualificado em concurso de agentes. Eles foram incursos nos art.121, paragrafo II, incisos I e IV, combinado com o art. 29 do Código de Processo Penal e do art. I inciso I , da Lei 8072/90 (crimes hediondos).
Segundo consta da denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual, na ação penal, o crime está relacionado com o tráfico e teria sido motivado por acerto de contas, já que a vítima era usuária de droga. Ainda consta da denúncia, a vítima já havia sofrido um outro atentado.
Ao ser ouvido pelo juiz Marcos William, Leonardo negou sua participação no crime e disse que não sabia por que estavam lhe acusando e que não era inimigo da vítima. O acusado disse não ter conhecimento de que a vítima era viciada em drogas nem tão pouco soube dizer onde estava Hermenegildo, quando quis saber o juiz. “Estou inocente nesta história”, afirmou.
Leonardo é auxiliar de Serviços Gerais e, antes de ser transferido para a prisão, no Paraná, residia na rua dos Pinheiros, na comunidade Monsenhor Magno, no Conjunto Valentina de Figueiredo, na Capital, onde vivia com sua companheira, com quem tem um filho. Ele esteve envolvido no crime de porte ilegal de arma mas foi absolvido da acusação.
Gecom - Clélia Toscano




