Câmara Criminal do TJPB mantém prisão preventiva de homem que agrediu ex-esposa
No voto, o juiz Marcos William entendeu que a ordem deve ser denegada, dentre outras razões, porque consta das informações da autoridade tida por coatora que o paciente já responde a outro processo, crime também por violência doméstica, no qual, inclusive, descumpriu as medidas protetivas cautelares impostas. Para o relator, tal fato, resta claro que, solto nesse momento, o paciente poderá voltar a delinquir.
“Resta latente o periculum libertatis do paciente, posto que a vítima corre o risco concreto de voltar a ser agredida ou mesmo assassinada, tendo em vista o paciente não ter demonstrado a mínima vontade de cumprir com as determinações judiciais cautelares e demonstrar, sem equívocos, a intenção de se vingar da ofendida”, asseverou o relator.
O magistrado acrescentou que é latente o perigo à ordem pública, bem como a necessidade de assegurar-se a instrução processual, sempre tendo em vista as diversas ameaças feitas por João Batista à vitima e seus familiares, inclusive ao próprio filho.
Por Lila Santos




