Coral Vozes para Liberdade recebe aula de maestros da Universidade Federal da Paraíba e dos EUA
Dentro do Projeto ‘Música: Um caminho para a ressocialização’, o Coral ‘Vozes para Liberdade’, da Penitenciaria “Desembargador Sílvio Porto”, recebeu, nessa quinta-feira (13), a visita/aula dos maestros, Eduardo Nóbrega, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), e John F. Warren, da Syracuse University - EUA. A visita aconteceu em razão de um convênio institucional firmado entre as duas instituições de ensino. O Vozes para Liberdade, foi formado há pouco mais de três anos e tem a participação de 30 detentos da unidade prisional, com apoio do Tribunal de Justiça da Paraíba.
O Coral é mantido, financeiramente, por meio de recursos oriundos das transações penais da Vara de Execução Penal (VEP) de João Pessoa, nas pessoas do juiz titular da unidade judiciária Carlos Neves da Franca Neto e da juíza auxiliar Andréa Arcoverde Cavalcanti Vaz. Também contribui para o projeto o Juizado Especial Criminal (Jecrim) da Capital, que tem como titular o juiz e músico, Hermance Gomes Pereira. Ainda é parceiro da iniciativa o diretor do Presídio Sílvio Porto, Idelson Oliveira Caminha.
De acordo com o professor Eduardo Nóbrega, responsável pela vinda do músico americano, esse convênio entre as instituições de ensino é de grande importância para ambas às partes. “Para nós, porque teremos o privilégio de aprofundar nossos conhecimentos, e para eles, da mesma forma, através da nossa cultura”, avaliou. O professor do Departamento de Música da UFPB e o maestro John F. Warren vêm desenvolvendo uma série de atividades acadêmicas com professores e estudantes de música, voltada ao aperfeiçoamento das técnicas e domínios musicais.
O grupo Vozes para Liberdade nasceu da iniciativa do preparador vocal e servidor do Tribunal de Justiça da Paraíba, Sérgio Gerarde, em conjunto com o maestro Daniel Berg, titular do Coro Sinfônico da Paraíba. Segundo Gerarde, o canto coral é uma atividade de grande expressão em todos os seguimentos que se destina tanto ao corpo artístico que se trabalha, como à plateia. “Receber uma visita neste nível, traz um oxigênio novo para o coral”, acrescentou.
Daniel Berg disse que, através da música, busca um pouco de liberdade, já que o canto ultrapassa horizontes. Para ele, este é o sentido. “O coral se faz ouvir além dos muros em que estão situados, tendo participado de várias apresentações, tanto no âmbito interno em datas festivas, como externo, em encontro de corais, como aconteceu no Festival Paraibano de Coros (Fepac)”, informou.
Por Fernando Patriota










