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Publicado em: 04/02/2021 - 10h21 Tags: Nova diretora do Nupemec

Desembargadora Fátima Bezerra: “Precisamos crescer muito no sentido de conciliar processos”

A nova diretora do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargadora Fátima Bezerra Cavalcanti, disse que o maior desafio, neste momento, é colocar os Cejuscs (Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania) para funcionar a contento, uma vez que a pandemia trouxe uma ruptura no desenvolvimento dessas ações. “Vamos trazer de volta o sentimento de pacificação e levar a cultura de litigiosidade para longe do Judiciário paraibano”, afirmou.

A magistrada destacou que a sociedade vive na era da litigância, na era de quanto mais processos, melhor. “Todavia, isso daí tem que ser coisa do passado. A pandemia mudou muita coisa do ser humano, e eu espero que o ser humano se torne, realmente, mais sensível, mais solidário, mais amigo. E com o Nupemec e o resultado dessa pandemia, nós podemos crescer muito no sentido de conciliar processos”.

“A Paraíba vem na vanguarda no campo da pacificação, porque o desembargador Leandro dos Santos, a quem eu reputo ser uma pessoa supercompetente, inaugurou 53 Cejuscs (Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania), com uma equipe de juízes auxiliares muito competente”, observou.

Com o desafio de ampliar a atuação dos Cejuscs, a desembargadora Fátima Bezerra contará com a ajuda de três juízes, que formarão a Diretoria do Nupemec. “Convidei um juiz experiente, o Dr. Antônio Carneiro de Paiva Júnior, que já conhece todo o funcionamento dos Centros de Conciliação; convidei uma mulher, a juíza Ana Amélia Andrade Alecrim Câmara, uma apaixonada pela causa (eu gostaria de trabalhar com uma mulher vocacionada ao meu lado); e escolhi um magistrado da jovem guarda, o Pedro Davi Alves de Vasconcelos, que é uma pessoa ligada à tecnologia. Estamos associando a ciência, a paixão e a modernidade. E vamos precisar muito da orientação do desembargador Leandro”, relata a nova diretora.

A desembargadora lembrou que, tempos atrás, foi a primeira diretora do Nupemec, sendo substituída pela desembargadora Maria das Graças Morais Guedes, que, em seguida, passou o cargo ao desembargador Leandro dos Santos.

“Agora, volta às minhas mãos, uma prova de que, realmente, tenho vocação para trabalhar na conciliação. É temperamento, é personalidade, é querer. É lutar para fazer, porque a melhor forma de se resolver contendas, litígios, é conciliando. Isto porque quando se resolve daquela forma tradicional, do perde e ganha, sempre há uma mágoa. Mas quando se resolve na conciliação, ambos saem satisfeitos, e não há perde e ganha, além de o Judiciário sair valorizado”, observa a magistrada.

A desembargadora Fátima Bezerra agradeceu ao presidente do TJPB, desembargador Saulo Benevides, pela confiança, ao ter dado essa missão. A designação para o cargo foi publicada no Diário da Justiça eletrônico dessa terça-feira (02).

“Estou muito honrada. Tenho certeza que, com essa diretoria e os demais juízes que fazem parte dos Cejuscs – são magistrados e magistradas que são adeptos dessa cultura da pacificação -, vamos dar continuidade ao trabalho de nossos antecessores e, agora, com o desafio de pós-pandemia, tornar válidos, eficientes, concretos e organizados todos os Centros, para que nós possamos ter celeridade processual, satisfação das partes e, sobretudo, um Juízo que atenda aos anseios da sociedade”.

“Vamos buscar dentro de cada um que recorre ao Judiciário o que há de mais belo, de mais puro, de mais verdadeiro do seu interior, e através da pacificação, da conciliação, da mediação, da arbitragem, da negociação, porque há um legue de possibilidades para se resolver conflitos, nós, sim, vamos fazer um Judiciário que o povo quer, que o povo sonha e que desejamos”, afirmou, ressaltando que espera contar não somente com a equipe de trabalho, mas com a ajuda de advogados, representantes do Ministério Público e da sociedade, “porque só assim, juntos, construiremos um mundo mais justo”.

“Para concluir, não poderia deixar de ser: pedir a Jesus que me ilumine, Jesus que é o justo juiz, Jesus que é o advogado, que também é o inspirador, para fazermos um trabalho bom, justo e eficiente”, disse a desembargadora.

Por Gilberto Lopes/Gecom