Desembargadora Fátima: Este é um momento de ação de graças pela oportunidade que Deus dá a uma mulher que trabalha, sonha e projeta
A desembargadora Fátima, que com os demais membros da a mesa diretora do Tribunal de Justiça, tomará posse logo mais às 16h, no auditório do Fórum Cível da Capital, disse que pretende “fazer com que o Judiciário continue a atender aos anseios das pessoas, trabalhando com afinco e celeridade, voltando-se mais para os problemas sociais e humanos”.
A Basílica de Nossa Senhora das Neves ficou lotada com a presença de membros do Poder Judiciário, autoridades, amigos e familiares dos empossandos, que foram homenagear a desembargadora Fátima e os desembargadores Romero Marcelo da Fonseca Oliveira (vice-presidente do TJ) e Márcio Murilo da Cunha Ramos (corregedor-geral de Justiça).
Em sua homilia, o arcebispo Dom Aldo Pagotto lembrou que a desembargadora Maria de Fátima estará a frente da Corte de Justiça que deve ter como missão o “equilíbrio de dar sentenças justas”. Ao trazer para a reflexão a Liturgia da Palavra, Dom Aldo observa que as leituras falam de pequenos gestos que podem dar frutos gigantescos e até desproporcionais. “Não voltemos atrás dos bons propósitos, mas sejamos justos. É isto que Deus nos diz nessa palavra”, observou Dom Aldo.
Ao final da celebração, a desembargadora Fátima foi homenageada por seus filhos que lhe entregaram um ramalhete de flores, por servidores de seu gabinete e por membros da Câmara municipal de Pilões – primeira comarca por ela ocupada - que lhe entregou uma placa com uma oração proferida pela própria desembargadora quando assumiu o cargo de Juíza, naquele município.
Agradecimento
A desembargadora Fátima Bezerra fez agradecimentos especiais a todos e arrancou lágrimas dos presentes, quando ao final da Missa, leu uma carta que seu pai, Antônio Waldir Bezerra Cavalcanti, lhe dirigiu quando ela assumiu o cargo de Juíza na Comarca de Pilões, no ano de 1985.
Na carta, Waldir Bezerra afirma à filha que ao vê-la atuando como advogada no escritório da família, reconheceu que ela “defenderia com mais plenitude o Direito se o Senhor a concedesse a toga”. Alertou que a “boa juíza não é a que alardeia e se afana, mas a que recebe o trabalho, no seu gabinete, com afinco” E acrescenta: “Não terás como companheiro de trabalho o comodismo. Escolhe como companheiro o Direito, a Lei e a Justiça. E se tiveres que decidir entre o Direito e a Justiça, opta sempre pela Justiça”.
Gecom/PB_Eloise Elane/Marcus Vinicius/Gilberto Lopes
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