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Publicado em: 01/07/2015 - 17h35

Exposição sobre a “Negra Gertrudes”  chega ao Fórum Criminal de João Pessoa

O Fórum Criminal da Capital recebeu nesta quarta-feira (1) a exposição da “Negra Gertrudes”. No hall do local, encontra-se a exposição de oito painéis do acervo do Tribunal de Justiça da Paraíba que retratam a guerra judicial que a “Negra do Tabuleiro”, como também era conhecida, travou para que não fosse vendida, ilegalmente, em praça pública. A mostra permanecerá no Fórum Criminal até o dia 24 de Julho.

O diretor do Fórum, juiz Geraldo Emilio Porto, destacou a importância da exposição por difundir a cultura dentro do Judiciário. “Toda a equipe que forma o Fórum Criminal está bastante honrada em receber esses painéis sobre Gertrudes, trazendo ao conhecimento dos servidores e público que frequenta esta Casa, um pouco de cultura e curiosidades sobre este caso inovador.”

A gerente do Fórum, Ana Karla, ressaltou a importância do evento fazendo o seguinte destaque: “Achei a história dessa ex-escrava fantástica! E eu, como mulher, me orgulho ao perceber que naquela época já existia uma mulher com a cabeça de Gertrudes. Entrar na Justiça, apesar de todas as dificuldades que ela teve, com certeza foi um grande marco para nós mulheres”

Já o chefe de finanças do Fórum, Évanes Costa, parabenizou o TJPB, através da curadora da exposição, Germana Bronzeado, por fazer dessa amostra um evento itinerante.

A exposição leva o público a uma viagem no tempo e permite que a sociedade conheça de perto detalhes do processo da Negra Gertrudes, com texto e imagens mostrados em painéis, com ilustrações do artista plástico Flávio Tavares.

Após a exposição no Fórum Criminal, os painéis irão ao Fórum Regional de Mangabeira, Des. José Flóscolo da Nóbrega, com início para a visitação no dia 27 de julho.

Conheça a História - A escrava Gertrudes, paraibana, alforriada, travou batalha judicial durante 14 anos para evitar que fosse vendida ilegalmente. A “Negra do Tabuleiro”, como era chamada, vendia frutas, verduras e o que mais lhe permitiam. Com cerca de 30 anos, Gertrudes Maria não quis ser vendida em praça pública e, para que isso não acontecesse, travou uma guerra judicial pela própria liberdade.
Em 1826, a escrava que era propriedade de Carlos José da Costa conseguiu comprar a própria liberdade pela metade do seu valor, sob a condição de prestar serviços ao patrão por tempo indeterminado para quitar o restante da dívida. Gertrudes, que já aproveitava a liberdade condicionada, só não contava que o seu senhor estivesse cheio de dívidas e que poderosos da Capital, inclusive do clero, quisessem recebê-la como valor devido por Carlos José da Costa.

Por Vinícius Nóbrega (estagiário)

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