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Publicado em: 12/09/2014 - 13h55 Atualizado em: 12/09/2014 - 14h43

Novo link de dados garante melhores condições de trabalho nas comarcas paraibanas

Ferramenta é imprescindível para instalação do Processo Judicial Eletrônico

O servidor Lin Noronha, comarca de Caaporã
A conclusão da instalação de links de transmissão de dados, com no mínimo 2 MB (Megabytes), em todas as comarcas do Estado, tem gerado satisfação e entusiasmo entre o corpo de servidores e magistrados beneficiados que, agora, podem operar os sistemas com mais celeridade. Para verificar como estão os trabalhos após a nova estrutura de rede implantada, o diretor de Tecnologia da Informação do Tribunal de Justiça da Paraíba, Ney Robson, esteve nas comarcas de Caaporã, Alhandra e Ingá, na manhã desta quinta-feira (11).

Em Caaporã, onde o link foi instalado há cerca de 2 meses, a velocidade de conexão aumentou de 128 kbps para 2MB. O assessor da unidade judicial, Lin Noronha, falou, com otimismo, sobre o auxílio que a ferramenta tem oferecido aos cartórios.

“Hoje, temos a possibilidade de realizar consultas jurídicas, com velocidade de resposta; trabalhar sem que o sistema trave. Podemos acessar os atos da Corregedoria, ver vídeos, pesquisar em sites de jurisprudência, uma gama de tarefas que agilizou a pesquisa e, consequentemente, a produção”, revelou.

Renata Xavier, servidora de Caaporã.
A analista Renata Xavier também comentou sobre a satisfação de poder cumprir os próprios trabalhos. “Era estressante não conseguir imprimir rapidez ao serviço, porque não tínhamos meios para dar celeridade. Agora não tenho mais do que reclamar”, pontuou.

A juíza titular, Daniere Ferreira de Souza, concorda. “O link otimizou os trabalhos da comarca, que hoje possui cerca de 5 mil processos ativos. O que antes demorávamos um dia inteiro, agora conseguimos executar de forma rápida. Quero parabenizar a gestão por ter investido na solução de um problema tão urgente”, disse.

Já o Fórum de Alhandra recebeu o link há 5 meses, em média. No Fórum Dr Manoel Fernandes da Silva, o juiz titular, Antônio Eimar, conta que, embora não seja o ideal, as melhorias foram consideráveis. “Uma penhora on line, por exemplo, podia levar uma manhã inteira e, mesmo assim, às vezes não conseguíamos. Era preciso esperar um horário de menor funcionamento nas comarcas, a fim de alcançarmos a velocidade necessária para praticar atos no sistema. Exigia muita paciência”, discorreu.

No último destino visitado, a comarca de Ingá, a técnica judiciária Enelyram Roberta ressaltou a paz e a tranquilidade no ambiente de trabalho como os principais ganhos oferecidos pela ferramenta, instalada há cerca de 15 dias. “Não poder corresponder aos anseios dos jurisdicionados e advogados causava muita aflição e frustração. Vejo a iniciativa como uma questão de respeito aos servidores, pois agora podemos desempenhar nosso papel e dar uma resposta. É muito bom”, disse.

Em Ingá, muitos servidores estavam autorizados a trabalhar nos sistemas em suas próprias casas, conforme revelou a magistrada titular, Alessandra Varandas. “Tudo mudou em relação ao E-jus. Eu só conseguia trabalhar no sistema nos finais de semana em casa, o que gerava acúmulo. Era uma vergonha tentar abri-lo numa audiência. Agora, temos condições de movimentá-lo no trabalho e recuperei o sábado e o domingo para aproveitar a família”, comentou.

Na ocasião, o diretor Ney Robson aproveitou para ouvir os servidores e orientá-los em suas dúvidas.

Infraestrutura garantida para expansão do PJe

A link instalado em todas as comarcas do Estado garante um acesso mais rápido de dados eletrônicos, gera eficiência nos trabalhos e possibilitará a expansão do Pje, conforme explicou Ney Robson. Ele informou que o contrato firmado com a empresa prevê o aumento da velocidade para, no mínimo, 2Mb, mas que de acordo com as demandas, isso continuará a ser melhorado.

“Este era o grande empecilho para a expansão do PJe. Fizemos a licitação no ano passado e, desde fevereiro deste ano, nos dedicamos a este trabalho de dotar todas as comarcas com a infraestrutura necessária, que agora está garantida. 2015 e 2016 serão anos de mudança para o processo eletrônico ”, afirmou o diretor.

Em relação às comarcas visitadas, Ney salientou que foram momentos gratificantes. “Foi importante sentir a satisfação das pessoas em relação ao próprio trabalho e ouvir as dificuldades que elas tinham. Continuaremos trabalhando para isso”, finalizou.

Por Gabriela Parente

 

Renata Xavier, servidora de Caaporã.
O servidor Lin Noronha, comarca de Caaporã
Juíza Daniere Ferreira, comarca de Caaporã
Juiz Antônio Eimar
Juíza Alessandra Varandas - comarca de Ingá.
Servidora Enelyram Roberta, comarca de Ingá.
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