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Publicado em: 26/09/2016 - 10h21

Padaria da Penitenciária Média atinge produção diária de 12 mil pães

A padaria, hoje a maior do Estado, passou por reforma e reeducandos foram capacitados

A juíza Andréa com os parceiros do projeto

A Padaria da Penitenciária de Segurança Média Hitler Cantalice, em João Pessoa, recebeu melhorias e os reeducandos que trabalham na panificadora passaram por um curso de capacitação, dentro de um projeto que visa a melhoria na qualidade do pão servidor a quatro mil apenados das unidades prisionais da Capital e das comarcas de Bayeux e Santa Rita. Com uma produção diária de 12.000 pães, é a maior padaria do Estado da Paraíba.

A ação é fruto de uma parceria entre a Vara de Execuções Penais, o 1º Juizado Especial Misto de Mangabeira, Secretaria de Administração Penitenciária e a Fundação Cidade Viva.

O 1º Juizado Especial de Mangabeira deferiu a liberação de recursos oriundos de transação penal para aquisição de estufas, assadeiras e depósito para transporte dos pães. A Secretaria de Administração Penitenciária, por sua vez, providenciou a pintura e melhorias na estrutura física.

A Fundação Cidade Viva promoveu a capacitação para os reeducandos que trabalham na Padaria, através do professor José Antônio Cardoso, Chefe do ramo de panificação, com mais de 25 anos de profissão.

A juíza Andréa Arcoverde Cavalcanti Vaz falou sobre o projeto, o qual julga de grande importância para o Sistema Penitenciário. “Essa parceria é muito importante para o Sistema Penitenciário, pois irá beneficiar diretamente cerca de quatro mil pessoas privadas de liberdade com a melhoria da qualidade do pão servido no café da manha nos presídios da Capital, Bayeux e Santa Rita”, declarou a juíza.

A magistrada agradeceu o apoio dos colaboradores: “Aproveito a oportunidade para agradecer à Fundação Cidade Viva e ao professor José Antônio por essa importante ação, como também à equipe do 1º Juizado Especial Misto de Mangabeira, principalmente à Promotora de Justiça Dra. Sandra Paulo Neto, que emitiu parecer favorável ao financiamento deste projeto”.

A parceira também foi comentada pelo pastor Saulo Ribeiro, da Fundação Cidade Viva. “Para a Fundação Cidade Viva é uma honra participar de mais um trabalho visando a ressocialização. Como uma entidade cristã, cremos que isso é efetivar o chamado de Cristo de amar a todos, e esse ato de amor é não só oferecer um pão de melhor qualidade para o Sistema, mas é também um incentivo à transformação social dos apenados profissionais que trabalham na panificação e também dos seus familiares. Mais uma vez estamos juntos, e assim continuaremos sempre que a ação trouxer possibilidade de nova oportunidade nem que seja para um deles”, disse o pastor Saulo Ribeiro, coordenador de Cuidado Comunitário da Cidade Viva.

Por sua vez, o diretor da Penitenciária de Segurança Média Hitler Cantalice, João Paulo Ferreira Barros, ao falar do projeto, assim se pronunciou: “O projeto é de extrema importância para a Administração Penitenciária, pois irá ter reflexo muito positivo na vida de toda a população carcerária que é atendida por este produto”.

A juíza com os reeducandos-trabalhadores

Para o apenado Edson dos Santos Tavares o projeto proporciona uma mudança de vida. “O curso foi muito bom para mim e para a minha família, proporcionando uma mudança de vida. Estou na melhor fase da minha ressocialização”, enfatizou.

O curso de aperfeiçoamento ocorreu neste sábado, dia 24 de setembro, na Penitenciária Média Hitler Cantalice. Estiveram presentes no evento a Juíza da Vara de Execuções Penais, Dra. Andréa Arcoverde Cavalcanti Vaz, o Gerente do Sistema Penitenciário, Major Sérgio Fonseca, o Diretor da Penitenciária Média, João Paulo Ferreira Barros, o Professor José Antônio Cardoso, os Pastores Moisés e Saulo da Cidade Viva e os advogados Vladimir Miná e Leilane Soares.

Por Gecom-TJPB

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