Câmara Criminal aprova Voto de Pesar pelo falecimento do desembargador Orlando Jansen
A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba aprovou, nesta quinta-feira (4), voto de pesar à família do desembargador aposentado Orlando Jansen, que faleceu na noite dessa quarta-feira (3), aos 93 anos de idade, em João Pessoa. A propositura foi do desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos, que foi acompanhado, por unanimidade, pelos demais membros do Órgão Fracionário.
Ao propor o voto de pesar, o desembargador Márcio Murilo exaltou as qualidades do homem e do magistrado Orlando Jansen, afirmando que ele formou filhos dignos, tratava muito bem os amigos e que era um esmero julgador. “Lembro da boa convivência que teve com o meu pai, Miguel Levino, de quem foi contemporâneo no Tribunal de Justiça. Hoje, vou dormir com uma falta no coração, mas, com a certeza de que o desembargador Orlando Jansen viveu bem, com a honra que Deus lhe deu”, afirmou, ao se solidarizar com a dor da família.
O juiz convocado Carlos Eduardo Leite Lisboa também lamentou a morte do desembargador. Disse que conviveu pouco com ele, pois quando assumiu a magistratura logo depois Orlando Jansen se aposentou. “Sempre tive muita admiração pela história e pelo legado por ele deixado. Que Deus o tenha em um bom lugar”.
O desembargador Ricardo Vital afirmou que Orlando Jansen mudou de endereço e que Deus o levou à espiritualidade. Recordou o primeiro contato que teve com o magistrado, à época corregedor-geral de Justiça, na Comarca de Brejo do Cruz. “Ele foi fazer uma correição naquela comarca em que eu era juiz. Ali, senti toda a sua bondade, educação e alegria contagiante”, observou.
Orlando Jansen era pai do procurador de Justiça Alcides de Moura Jansen, do juiz Euler Paulo de Moura Jansen e do advogado Felizardo de Moura Jansen.
Por Eloise Elane




