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13ª Justiça pela Paz em Casa inicia com a implantação do Projeto Sempre Viva no Presídio Feminino

Uma parceria entre o Tribunal de Justiça da Paraíba, por meio da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência e Vara de Execução Penal, Secretaria de Administração Penitenciária e Centro Universitário de João Pessoa (Unipê) pretende levantar o perfil das mulheres que se encontram cumprindo pena no Presídio Feminino Júlia Maranhão. Nesta segunda-feira (11), 12 estudantes do último período do curso de psicologia do Unipê foram ao local para conhecer o ambiente, dando início ao projeto Sempre Viva, que consiste em aplicação de questionários e atendimentos individuais com as apenadas. O serviço é perene, com intervalos entre os semestres, e abriu a 13ª edição do Justiça pela Paz em Casa, como atividade complementar de prevenção e humanização do tema.

A juíza Graziela Queiroga considerou o projeto uma feliz ideia por permitir responder uma inquietação existente na

Coordenadoria da Mulher. “Precisamos saber se a violência doméstica e familiar pode gerar outros crimes entre as mulheres, por causa das ameaças, como o tráfico de entorpecentes. Temos uma noção da existência desses casos, mas agora poderemos mensurar”, explicou. A partir dos dados levantados, a unidade poderá analisar, de forma articulada com a Rede de Acolhimento, as ações mais eficientes para quebrar o ciclo de violência e não reincidam nas práticas de delitos.

O nome da pesquisa teve inspiração nas flores que nascem em regiões áridas e que por isso são mais resistentes e sobrevivem mais tempo após serem colhidas. “Apesar de estarem recolhidas, essas mulheres mantém o viço e a esperança de saírem com dignidade. Por isso, vamos favorecer o mergulho interior, proporcionando uma vida melhor, para que elas acreditem que podem ter suas vidas restauradas”, afirmou Leda Maia, psicóloga e professora do Unipê, coordenadora da pesquisa.

A diretora do presídio, Cynthia Almeida, ressaltou a importância do projeto no sentido de preencher uma lacuna que considera fundamental para a recuperação das apenadas. “É mais um projeto que temos a alegria de receber, e que atende a uma grande necessidade delas, que é o apoio psicológico. Estamos humanizando o sistema prisional e que mais convênios como esse sejam firmados”, almejou a diretora.

Após uma seleção entre os estudantes mais interessados no tema, Anália Marim, do 10º período do curso de psicologia, participa da pequisa com as melhores expectativas. “É um desafio participar desse projeto em um ambiente desconhecido, mas que vai agregar muito valor na nossa vida profissional. Além de podermos ajudar na ressocialização dessas mulheres”, argumentou.

“Apesar da gente estar aqui, estamos sendo lembradas pelo mundo. Para a melhora de cada uma de nós que sobrevive neste lugar, agora sabemos que podemos contar com o mundo lá fora”, afirmou K.A., de 27 anos, que será uma das beneficiadas com o projeto.

Por Gabriella Guedes

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