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Publicado em: 01/10/2019 - 16h25 Atualizado em: 01/10/2019 - 17h42 Comarca: Campina Grande Tags: Setembro Amarelo

Comarca de Campina Grande encerra ‘Setembro Amarelo’ com palestra preventiva sobre a depressão

O ‘Setembro Amarelo’ foi encerrado na Comarca de Campina Grande com a realização da palestra “Dialogando sobre depressão e suicídio”. O evento aconteceu sexta-feira (27), no auditório do Fórum Affonso Campos e foi promovido por meio de uma parceria entre o Tribunal de Justiça, Associação das Esposas dos Magistrados e Magistradas da Paraíba (Aemp) e o Centro Clínico Integrado Ágape. 

Segundo a presidente da Aemp, Solange Guedes da Franca, o setembro amarelo surgiu diante dos vários casos de suicídio que acontecem no Brasil, inclusive, em João Pessoa. “A Aemp, por meio das parcerias, se preocupou em debater o tema como forma de alerta e de prevenção, com o objetivo de livrar a sociedade desse mal, inclusive as famílias”, destacou.

A psicóloga clínica e psicanalista Cilene Alencar, que proferiu a palestra, destacou que a  a depressão é um dos fatores que leva ao suicídio. “É importante despertar, conscientizar, esclarecer e mostrar que isso é algo possível de ser tratado, de forma a desmistificar muita coisa do estigma da depressão, das doenças psíquicas. O fato de esconder a doença, de não falar, de minimizar ou de ignorar, não ajuda, mas tratar como algo que é possível de vir a ser prevenido”, enfatizou, acrescentando que é fundamental levar o tema ao conhecimento do público, porque o suicídio tem atingido a sociedade como um todo.

Para Josi Santos, atendente, durante sete anos, no Centro de Valorização da Vida (CVV) em Campina Grande, participar da palestra foi relevante porque esclareceu muitas dúvidas que ela tinha sobre o assunto. “Atendi muita gente suicida. Com a palestra eu pude entender muita coisa que eu ouvia. Se no meu tempo como atendente no CVV eu tivesse participado de palestras como essa eu teria mais coisas para argumentar com as pessoas do outro lado da linha. Ou se calado, apenas para ouvir o outro, porque quando se fala com o suicida, ele não quer se matar, mas sim por fim a dor que está sentindo”, alertou.

Dados – Segundo a Organização Mundial de Saúde, uma pessoa morre a cada 40 segundos por suicídio, sendo a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, estando atrás apenas dos acidentes de trânsito. A taxa de suicídio é maior nos países de alta renda. A OMS reconhece o suicídio como uma prioridade de saúde pública, por ser evitável, e reforça a necessidade de que os países incorporem estratégias comprovadas de prevenção ao suicídio em seus programas nacionais de saúde e educação de maneira sustentável.

No Brasil, o Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone (188), e-mail e chat 24 horas todos os dias. 

Por Carol Correia e Lila Santos/Ascom-TJPB

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