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Publicado em: 18/09/2019 - 14h44 Tags: Infância e Juventude, Práticas Restaurativas

Oficina sobre Práticas Restaurativas na Socioeducação é realizada pela 2ª Vara da Infância de João Pessoa

A equipe técnica da 2ª Vara da Infância e da Juventude da Comarca de João Pessoa ministrou uma capacitação sobre mediação de conflitos para agentes socioeducativos, educandos, funcionários e técnicos da Unidade de Semiliberdade e do Centro Socioeducativo Rita Gadelha (unidade feminina), ambos em João Pessoa. O curso, que aconteceu nessa terça-feira (17), teve o objetivo de fortalecer e promover a integração operacional e correlata de todas as categorias que compõem as unidades.

De acordo com a juíza titular da 2ª Vara da Infância e da Juventude da Capital, Antonieta Lúcia Maroja Arcoverde Nóbrega, a efetiva socioeducação do jovem em conflito com a lei somente acontece através do compromisso e da articulação dos entes envolvidos nesse processo que, por si só, envolve muita tensão. “A interação do Poder Judiciário com os órgãos gestores e de execução de medidas socioeducativas é fundamental. Nesse norte, é que psicólogo da 2ª Vara da Infância e Juventude da Capital, João Antônio Barbosa, tem contribuído com oficinas de construção de paz, visando valorizar os profissionais que prestam serviços nas unidades socioeducativas”, comentou a magistrada. A juíza destacou, ainda, que essa articulação se constitui em proatividade na direção da almejada pacificação social.

Segundo o psicólogo João Antônio Barbosa, mediador do curso, a capacitação abordou o significado da Justiça Restaurativa, os seus valores e a relação desses valores com as ações socioeducativas, que devem ser desenvolvidas por todos. “Existem os desafios naturais, dado a complexidade dessa ação em função do próprio perfil do adolescente, das problemáticas que eles enfrentam e das suas complexidades. Por isso, ressaltamos a visão humanizada dessa iniciativa”, comentou.

Justiça Restaurativa é uma técnica de solução de conflito e violência que se orienta pela criatividade e sensibilidade a partir da escuta dos ofensores e das vítimas. Esse é o conceito institucional adotado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Para o Conselho, sua prática apresenta iniciativas, cada vez mais, diversificadas e já revelou resultados positivos.

O vice-diretor da Unidade de Semiliberdade, Wellington da Silva Fernandes, informou que a atividade realizada teve o propósito de integralizar e unificar as práticas de Justiça Restaurativa e mediação de conflitos, buscando padronizar as técnicas de abordagem com os educandos. “É uma maneira de buscarmos uma forma mais humanizada para lidar com o próximo”, disse. Ele disse, também, que as práticas restaurativas buscam demonstrar o caráter pedagógico e não punitivo, criando um ambiente harmonioso e disciplinado na unidade.

Para a agente socioeducativa de Semiliberdade, Aline de Jesus da Silva, são ações como essas que subsidiam a nossa prática profissional educativa, uma vez que, frequentemente, surgem situações em que a aplicação de práticas restaurativas evitam conflitos que podem gerar danos ainda maiores na vida da vítima e do ofensor. 

Por Fernando Patriota/Ascom-TJPB
 

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