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Publicado em: 11/12/2023 - 19h07 Atualizado em: 11/12/2023 - 19h29 Tags: GMF, Vestuário Social

Reinserção: Campanha Vestuário Social segue arrecadando roupas para egressos do sistema prisional

Escritório Social vai recolher e distribuir as doações
Escritório Social vai recolher e distribuir as doações

A ‘Campanha Vestuário Social’, iniciativa que envolve o Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF-PB), em apoio ao Programa Fazendo Justiça CNJ/PNUD, fomentada pelo Escritório Social, segue em desenvolvimento. A medida, iniciada em outubro, tem por objetivo ações no âmbito da atenção a egressos do sistema penitenciário estadual, visando a reinserção social.

Foram espalhados coletores, onde as pessoas, que queiram participar, podem doar roupas para os egressos utilizarem quando da saída do sistema prisional. Um dos pontos de coleta é o térreo da sede do Prédio do Anexo Administrativo do Tribunal de Justiça da Paraíba, no Centro. 

Além do Fórum Criminal da Capital, na Avenida João Machado e a Defensoria Pública do Estado, localizada na Rua Dep. Barreto Sobrinho, 168, Tambiá. Todo o material arrecadado será enviado às sedes do Escritório Social de João Pessoa e de Campina Grande, após o término da campanha, previsto para o mês de março de 2024.

Desembargador Joás Filho
Desembargador Joás Filho

O supervisor do GMF-PB, desembargador Joás de Brito Pereira Filho, ressaltou os avanços alcançados pelo grupo este ano, realçando, as ações conjuntas, dentre elas, a campanha do Vestuário Social. Ele pontuou, também, as visitas realizadas em vários presídios, a exemplo de Cajazeiras, Sousa, Guarabira, Patos e João Pessoa. 

“Houve um avanço muito grande do Grupo, em diversas frentes de atuação, inclusive com a participação da Secretaria de Administração Penitenciária e do Poder Executivo, tendo por objetivo de participar ativamente no melhoramento do sistema penitenciário. Este ano foi muito produtivo. Em 2024, implementaremos mais ações, dentre elas, a Central de Regulação de Vagas”, comentou.

A coordenadora do GMF-PB e auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça, juíza Michelini Jatobá, justificou ter sido a Campanha Vestuário Social motivada ao observarem a falta de roupas adequadas, como a realidade enfrentada por muitas pessoas ao saírem dos estabelecimentos penais, quando da reinserção ao convívio social, muitas delas sem vínculos familiares.

Juíza Michelini Jatobá
Juíza Michelini Jatobá

“O vestuário é um instrumento que contribui para o sentimento de vinculação à autoconfiança. A finalidade é garantir que a vestimenta não será mais uma barreira, a ser transposta pelo egresso, na busca pela equidade, inclusão, credibilidade e pertencimento nos ambientes de trabalho e no social”, enfatizou a magistrada Michelini Jatobá.

A assessora técnica do Programa Fazendo Justiça do CNJ (área prisional), Thabada Louise da Silva Andrade, pontuou que a campanha do vestuário social surgiu através de várias escutas dos egressos do sistema prisional e dos gestores do Escritório Social de João Pessoa e Campina Grande, reforçando o fato de não terem vestimentas adequadas ao saírem das unidades prisionais ou mesmo para trabalhar. 

“De forma que a falta de vestimentas adequadas, não seja mais uma barreira ao retorno do egresso ao mercado de trabalho. É importante fortalecer a política de cidadania, pois é uma forma de sensibilização, relevante ajuda no processo de reconstrução, inclusão, credibilidade e pertencimento no ambiente de trabalho e social”, salientou.

Por Lila Santos

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