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Publicado em: 19/10/2018 - 15h01 Atualizado em: 07/11/2018 - 13h02 Tags: Sustentabilidade

Diretores do TJPB e gerentes de fóruns discutem  gestão socioambiental no I Encontro sobre o tema

Diretores do TJPB e gerentes de fóruns discutem gestão socioambiental no I Encontro sobre o tema / Fotos: Ednaldo Araújo / TJPB
Presidente do TJ, desembargador Joás de Brito Pereira Filho.

O presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, Joás de Brito Pereira Filho, abriu, na manhã desta sexta-feira (19), o I Encontro de Gestão Socioambiental promovido pelo Poder Judiciário estadual. O evento reuniu diretores e gerentes administrativos e de fóruns das diversas comarcas do Estado, para debater a ‘Sustentabilidade e Racionalização de Recursos nos Fóruns do Judiciário’, e trocar experiências das boas práticas implementadas em todas as unidades. 

Joás de Brito observou que a sustentabilidade é mais uma política do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que o Judiciário estadual paraibano tem procurado atender. Lembrou que a questão ambiental está contida na Constituição Federal de 1988. “Essa é uma preocupação dos tempos modernos e nós temos buscado, na nossa gestão, implementar as medidas que visem preservar o meio ambiente. Esse primeiro encontro tem o objetivo de incentivar o trabalho em sintonia nas ações socioambientais”, afirmou.

Cordelista e servidor do TJ, Vicente Campos.

Na programação do evento, o cordelista e servidor efetivo do Tribunal de Justiça, Vicente Campos, fez uma performance recitando o Cordel da Sustentabilidade, de sua autoria.

Clique aqui e veja, na íntegra, o cordel

Coube ao coordenador do Núcleo de Gestão Socioambiental do TJPB, Adriano Buriti, fazer um breve histórico da gestão sustentável no âmbito do Poder Judiciário da Paraíba, nos últimos dois anos. Ele avaliou positivamente os trabalhos desenvolvidos para conter o desperdício de energia, água, papel, entre outros recursos, e ressaltou a importância da interação entre gerentes e servidores na implementação desses projetos socioambientais e na troca de experiências. 

“A comunicação junto às gerências dos fóruns de todas as comarcas do Estado, na vertente de caminhar para um futuro de gestão sustentável no Judiciário, tem sido importante para a implantação de medidas eficientes. Tem havido a troca de informações sobre as boas práticas e avançamos, significativamente, na gestão do desembargador Joás de Brito Pereira Filho”, observou.

Dentro dessa política de sustentabilidade, a edição do Ato da Presidência nº 46/2018, que regulamentou a utilização dos serviços postais prestados pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) no âmbito do Poder Judiciário do Estado, garantiu ao Tribunal de Justiça da Paraíba uma economia de R$ 1,5 milhão aos cofres do Judiciário estadual. A informação foi transmitida pelo diretor de Administrativo do TJPB, Omar Gama, que apresentou a redução de despesas com postagens. 

De acordo com Omar Gama, ao assumir a gestão do TJPB em fevereiro de 2017, o presidente Joás de Brito determinou que fosse feito um estudo com relação às postagens. À época, foi observado que os gastos só com envio de Sedex representava quase 50% da fatura. 

“Fizemos uma série de pesquisas, analisando o contrato, as faturas, e encontramos algumas sugestões de diretorias que poderiam ser implantadas para reduzir esse valor. Orientamos para que servidores e magistrados investissem mais na comunicação oficial através do Malote Digital e, ao compararmos a utilização dos serviços postais de fevereiro a setembro de 2017, com o mesmo período de 2018, constatamos essa expressiva diminuição de gastos”, enfatizou o diretor Administrativo.

Já o juiz Kéops Vasconcelos Amaral Vieira Pires fez uma palestra sobre Sustentabilidade e Ética na gestão do Judiciário paraibano e enfatizou a necessidade de uma consciência moral de cada pessoa na busca de evitar o desperdício, no presente, para construir um futuro positivo, que vai beneficiar a todos. Disse que é preciso que cada pessoa, servidor público ou não, economize água, energia, papel, material de expediente de um modo geral e, com isso, proporcione um efeito positivo no aspecto econômico, social e ambiental. Segundo ele, tudo isso somado faz com que se tenha uma perspectiva de futuro bem melhor.

“Quando se fala em meio ambiente e sustentabilidade, parte-se para a ideia de convencimento. Não precisamos convencer ninguém, é uma questão de conscientização interior. A lei não vai nos punir, mas a nossa própria consciência, ao percebermos que causamos desperdício e destruímos o meio ambiente. Estamos criando para nós mesmos uma sanção de ordem moral, interna”, ressaltou. 

NOVAS PRÁTICAS DE SUSTENTABILIDADE NA GESTÃO SOCIOAMBIENTAL

A gerente de Patrimônio do Tribunal de Justiça da Paraíba, Magnólia Cabral, disse que já existe uma mobilização dos gerentes de fóruns e gestores para tratar sobre gestão ambiental. “A comunicação se dá, principalmente, por um grupo de WhatsApp, no qual  trocamos experiências e orientamos quanto à necessidade de diminuir os gastos com papel e descartável, por exemplo. O meio ambiente sofre muito com esse tipo de material e nós conseguimos diminuir 40% no uso do papel e 42% nos copos descartáveis”, informou.

Na Comarca de Sousa, a gerente do Fórum, Francineide Nascimento, criou um mecanismo que está proporcionando juntar a água produzida nos aparelhos de ar condicionado. Utilizando canos e torneiras, construiu reservatórios que captam a água durante toda a semana e, na sexta-feira, o pessoal de serviços gerais recolhe a água em baldes e aproveita para lavar os veículos do Fórum, bem como para aguar o jardim e limpar a parte externa do prédio.

Francineide relata que o Fórum tem conseguido economizar energia, com a troca de lâmpadas fluorescentes por lâmpadas de led. A redução do consumo ocorre, também,  pelo desligamento dos 39 geláguas nos finais de semana e feriados. “Orientamos os vigilantes a passar em todos os setores do prédio fazendo vistoria, para desligar ar-condicionado, computadores e outros equipamentos que, por ventura, tenham ficado ligados. Retiramos lâmpadas de alguns corredores e passamos a utilizar a luz natural, já que o Fórum tem muitas janelas de vidro que proporcionam a iluminação solar”, relatou.

A gerente da Comarca de Pombal, Fátima Rodrigues, contou que um dos projetos desenvolvidos no Fórum é o reaproveitamento de envelopes. “Correspondências que chegam de outras comarcas são reaproveitadas para fazer novas postagens. Temos todo cuidado na hora de abrir os envelopes. Viramos eles pelo avesso e preparamos novas correspondências”.

A adoção de canecas pelos servidores e de copos de vidro para magistrados e visitantes vem proporcionando a economia no uso de copos descartáveis no Fórum de Monteiro. Segundo a gerente da unidade, Geane Siqueira, houve uma diminuição no uso de descartáveis atingindo uma média de 500 copos por mês. “Nós ainda temos descartáveis para uso em algumas ocasiões. Mas, são momentos raros”, observou.

A troca de todas as lâmpadas fluorescentes e incandescentes pelas leds e a recuperação das que vão queimando são as ações de sustentabilidade desenvolvidas pela gerência do do Fórum do Juizado da Infância e Juventude da Capital. De acordo com a gerente Ana Cristina Martins, há mais de um ano foram realizadas as trocas e os resultados têm sido positivos. “Há pouco tempo algumas começaram a queimar e tivemos a iniciativa de tentar fazer o conserto delas para gerar mais economia ainda. Estamos fazendo os consertos com ferramentas simples e não precisa nenhum especialista”, contou. 

Por Eloise Elane

 

 

 

 

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