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Publicado em: 05/06/2020 - 16h19 Atualizado em: 08/06/2020 - 11h26 Comarca: João Pessoa Tags: Coordenadoria da Mulher, Webnário sobre a violência contra a mulher na pandemia

Magistrados paraibanos participam de Webnário sobre a violência contra a mulher na pandemia

Magistrados do Judiciário estadual, que atuam na área da violência doméstica e familiar, participam do Webnário "Diálogo sobre Violência contra a Mulher em tempos de Pandemia", com destaque para o feminicídio. O evento virtual, realizado na plataforma meet, acontece na manhã e tarde desta sexta-feira (5), e é promovido pela Secretaria de Estado da Segurança e Defesa Social (Polícia Civil).

O encontro digital tem como palestrantes profissionais de diversas áreas envolvidos com a temática. Estão sendo discutidos variados temas envolvendo o crime de feminicídio, que é o assassinato da mulher por questão de gênero, a exemplo do “Homem e Violência de Gênero em Tempos Pandêmicos”, ministrado no horário da tarde pelo professor do Departamento de Piscologia da Universidade Federal de Pernambuco, Benedito Medrado.

Juíza Graziela Queiroga

A gestora da coordenação da Mulher em Situação de Violência Doméstica do TJPB, juíza Graziela Queiroga, ressaltou que o evento vem em boa hora, pois proporciona o debate de um tema de grande relevância, no momento de isolamento social. “As discussões sobre violência de gênero, com enfoque no feminicidio, nos faz refletir acerca dos nossos papéis enquanto integrantes do sistema de justiça. O quanto nossa atuação com olhar de gênero pode evitar mortes de mulheres”, destacou a magistrada.

Já o titular do Juizado da Violência Doméstica de Campina Grande, Antônio Gonçalves Ribeiro Júnior (coordenador da Violência Doméstica do TJPB), ressalvou o objetivo no webnário em discutir o feminicídio, com a demonstração de provas periciais, através de palestras de peritas do Instituto de Polícia Científica não só da Paraíba, mas de outras regiões do Brasil. “Sobretudo nessa época de pandemia É interessante que se investigue, se constate essas novas visões da configuração do feminicídio, de forma que possamos utilizar essas informações para combater e enfrentar os casos de violência doméstica”, pontuou.

O juiz da 1ª Vara Mista da Comarca de Monteiro, Nilson Dias Neto, explicou que a violência contra as mulheres não é natural, mas sim tem origem numa construção social, a qual tem colocado metade da população numa condição de inferioridade e discriminação no país e no mundo, como destacado no Webnário. Segundo o magistrado, mudar a dura realidade, na qual o Brasil tem resultado no índice de quinta nação com mais feminicídios no mundo, exige uma postura de todas e todos. “Nós, não como mulheres, homens ou intersexos, mas como pessoas humanas, precisamos ser agentes no enfrentamento à discriminação de gênero, pois promover a igualdade de gênero é a forma mais eficiente de combater as diferentes formas de violência às mulheres”, salientou.

Para a magistrada do 2º Tribunal do Júri da Capital, Francilucy de Sousa Mota, o evento virtual está sendo de um grande aprendizado e que a temática alerta quanto à necessidade de um olhar mais criterioso para as questões de gênero. “A sensação que se tem é que um maior número de magistrados deveria participar desse evento. A luta contra o feminicídio, contra a morte de mulheres por questão de gênero, é antiga e, infelizmente, tão atual. O número de vítimas de violência doméstica e familiar aumenta a cada dia e a gente tem que ter um olhar diferenciado para esse problema”, ressalvou a juíza.

O juiz titular da 1ª Vara de Piancó, que também participa do evento, Pedro Davi Vasconcelos, destacou o Webnário como extremamente importante, salutar e pertinente, por abordar a violência contra a mulher, especialmente no período da pandemia, que ocasionou o isolamento social e o consequente aumento dos casos de violência doméstica. Ele destacou, igualmente, como qualificado o corpo técnico formado pelos palestrantes. “São pessoas de alto gabarito na abordagem do tema, o que permite uma valiosa troca de ideias e o compartilhamento de ações positivas e experiências a respeito desse contexto, o que qualifica as nossas ações. Isso, acima de tudo, fomenta uma necessária reflexão sobre a temática que envolve preconceitos, discriminação, a desigualdade em relação ao tratamento da mulher no meio social”, frisou o magistrado.

Por Lila Santos/Gecom-TJPB

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