Conteúdo Principal
Publicado em: 22/04/2022 - 10h29 Atualizado em: 27/04/2022 - 19h17 Comarca: Patos Tags: Infância e Juventude, Campanha, Apadrinhamento

Comarca de Patos retomará campanhas de incentivo ao apadrinhamento de crianças e adolescentes

O Estatuto da Criança e do Adolescente disciplina que o apadrinhamento consiste em estabelecer e proporcionar à criança e ao adolescente vínculos externos à instituição de acolhimento, para fins de convivência familiar e comunitária e colaboração com o seu desenvolvimento nos aspectos social, moral, físico, cognitivo, educacional e financeiro. Com esta concepção, a 7ª Vara Mista da Comarca de Patos, com competência na área, retomará as campanhas de conscientização e divulgação do apadrinhamento, iniciativas que haviam sido prejudicadas por conta da pandemia.

Segundo explicou o juiz Bruno Medrado dos Santos, existem dois tipos de apadrinhamento: o afetivo e o financeiro-econômico. O magistrado esclareceu que o primeiro é aquele em que a pessoa interessada quer se inteirar, conhecer a criança ou o adolescente a ser apadrinhado; e o segundo tipo pode ser feito até por uma empresa que queira doar bens, dinheiro, objetos, equipamentos, tudo para o conforto das crianças e adolescentes que vivem em instituições de acolhimento.

O magistrado lembrou que com o agravamento da pandemia houve uma maior dificuldade de dar continuidade, principalmente, com o apadrinhamento afetivo, por conta das restrições de acesso às crianças e aos adolescentes. "Nós estamos planejando retomar o apadrinhamento afetivo para tentar aproximar as crianças da convivência social, familiar e afetiva no meio da sociedade, por isso a importância de retomarmos as campanhas, as quais fazíamos com divulgação em rádios, bem como junto a todas as pessoas que frequentavam o Fórum de Patos, explicando sobre o procedimento", destacou o juiz Bruno Medrado.

Para ele, o apadrinhamento visa fortalecer os laços comunitários, sociais e afetivos da criança e do adolescente, principalmente daqueles que não estão na situação mais apta para serem adotados, os que têm maiores dificuldades, seja por serem portadores de necessidades especiais, ou mesmo, por estarem com idade elevada.

"Considero muito importante, pois é uma forma da criança ou do adolescente, que às vezes não está em nenhuma perspectiva de adoção, tenha convívio social, comunitário e harmônico com outras pessoas, outros vínculos com pessoas que possam proporcionar para elas carinho, amor e dedicação", enfatizou o juiz Bruno Medrado, alertando que o apadrinhamento não pode gerar adoção.

Por Lila Santos

 

 

 

 

 

 

 

GECOM - Gerência de Comunicação
  • Email: comunicacao@tjpb.jus.br
  • Telefone: (83) 3216-1611