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Publicado em: 07/11/2018 - 19h12 Atualizado em: 07/11/2018 - 19h38 Comarca: Itaporanga

Juíza de Itaporanga participa de debate sobre violência doméstica, feminicídio e uso de drogas e álcool

A diretora do Fórum da Comarca de Itaporanga, juíza Hyanara Torres Tavares de Souza, participou, nessa terça-feira (6), de um debate promovido pelo Colégio Batista de Itaporanga dentro do Projeto Anual de Mobilização Social pela Vida. A magistrada foi convidada para conversar com alunos (crianças e adolescentes) e seus pais sobre violência doméstica, feminicídio e uso de drogas e álcool.

O Projeto Anual de Mobilização Social pela Vida visa a conscientização da comunidade escolar e da sociedade em geral sobre os riscos envolvidos no consumo abusivo de drogas lícitas e ilícitas. Este ano, o Colégio Batista de Itaporanga trabalhou a temática da violência doméstica e feminicídio. Para isso, convidou diversas autoridades que atuam no município, especialmente, especialistas nos temas debatidos.

“Dentro desse projeto, o colégio vem desenvolvendo várias ações internas e externas. Esse evento que participei foi um bate papo informal, intitulado ‘Informações em Rede’. E, no convite a mim formulado, a diretoria da instituição de ensino informou que o seu objetivo era aproximar os alunos das autoridades diretamente ligadas à prevenção e ao combate das infrações e crimes tão comuns no nosso cotidiano”, relatou a magistrada.

Além da juíza Hyanara Torres, que é titular da 3ª Vara Mista de Itaporanga, participaram dos debates o promotor de Justiça Reynaldo Di Lorenzo Serpa Filho; o delegado da Polícia Civil Glêberson Fernandes da Silva; o capitão Sampaio, subcomandante do 13º Batalhão da Polícia Militar; o presidente do Conselho Tutelar do Município de Itaporanga, Albino Leite; a secretária de Ação Social do Município, Naura Ney Ferreira; a representante da Educação do Município, professora Maria de Fátima Caiana Ribeiro; representante da Primeira Igreja Batista, Ivete Guimarães Lemos; e a diretora do Colégio Selma Marques Pereira.

Segundo relatou a magistrada, as crianças e adolescentes, acompanhados dos pais, compareceram com camisetas com os dizeres: “droga mata”, “feminicídio basta”, e participaram de forma ativa, formulando diretamente as perguntas às autoridades presentes. 

“Para mim, foi uma experiência enriquecedora. Houve a interação da sociedade com o Judiciário e demais autoridades públicas, oportunizando aos cidadãos, especialmente os que ainda estão em formação, conhecimento acerca do papel do Judiciário nessa temática tão palpitante nos dias atuais”, afirmou a juíza Hyanara Torres.

A magistrada destacou, na oportunidade, que a violência doméstica e familiar é um dos principais desafios do Judiciário. Ela ressaltou a relevância do enfrentamento do tema, como forma preventiva, a fim de evitar que demandas desse viés deságuem no Judiciário, já com direitos violados. “Não adianta pensar em proteção quando o pior já aconteceu, pois será tardia e ineficaz”, afirmou, enfatizando que a proteção da mulher, vítima de violência doméstica, é um assunto de todos, enquanto cidadão. Ela orientou, ainda, as crianças e os adolescentes sobre como se comportar e distinguir um eventual ato de abuso sexual.

Por Eloise Elane

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