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Publicado em: 01/11/2021 - 16h29 Comarca: Areia Tags: Julgamento, Areia

Julgamentos do Tribunal do Júri são retomados em Areia com todos os protocolos de biossegurança

Foto de juri em Areia
Tribunal do Júri em Areia

Durante o mês de outubro, a Comarca de Areia realizou oito julgamentos do Tribunal do Júri de forma presencial. Dos 10 agendados, dois foram adiados a pedido da defesa. A juíza Alessandra Varandas Paiva Madruga de Oliveira Lima, titular da Vara Única, presidiu todas as sessões que aconteceram no Tribunal do Júri Desembargador Antônio Elias de Queiroga, com todos os protocolos de biossegurança para prevenção do Covid-19, conduzidos pela gerente do Fórum, Vera Lúcia dos Santos Veras. Uma parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Areia garantiu testagem para todos os envolvidos nos julgamentos.

 

Um dos casos levados ao Júri foi um feminicídio. Severino Justino Lopes, 54 anos, agrediu com socos a companheira em um sítio na zona rural de Areia. Ele questionou à vítima sobre uma possível traição, momento em que ela afirmou que queria terminar a relação. Inconformado, ele passou a agredi-la de forma tão violenta, que a levou a óbito no local. Preso em flagrante, ele confessou o crime e ainda assumiu não ter arrependimentos. Eles estavam se relacionando havia, aproximadamente, um ano. O caso aconteceu em março de 2019. Severino foi condenado a uma pena de reclusão de 14 anos, no regime, inicialmente, fechado.

 

Já outro caso foi o de Edileusa Almeida dos Santos, 32 anos, que foi absolvida do crime de homicídio qualificado, em face do Conselho de Sentença ter reconhecido que ela agiu em legítima defesa, tese esta sustentada pelo Ministério Público e pela Defesa. Ela atingiu o companheiro com golpes de picareta na cabeça, devido às agressões e ameças de morte que sofria. O caso aconteceu em setembro de 2015. No dia do crime, Edileusa chegou em casa depois do trabalho e encontrou a vítima embriagada e armada com um facão, que, agressivamente, passou a ameaçá-la. Edileusa, então, se armou com a picareta, instrumento de trabalho do agressor, e passou a desferir os golpes. Em seguida ligou para o SAMU e para a Polícia Militar e permaneceu no local com a filha de um ano de idade até a chegada das autoridades, que constataram o óbito.

 

Novas sessões do Júri ocorrerão no próximo ano, seguindo todas as orientações de biossegurança estabelecidas pelos órgãos de saúde, como a entrada das pessoas só após medir a temperatura e higienizar as mãos com álcool. “Além disso, para cada rodada dos quesitos de votação, as mãos dos jurados eram higienizadas. Isso porque as cédulas ficam passando de mão em mão (juíza, oficiais de justiça e jurados)”, explicou a juíza Alessandra Varandas.

 

Por Gabriella Guedes

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